História do Brasil I

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Palavra do Professor-autor

A História é uma disciplina indispensável à formação de profissionais e pesquisadores, historiadores e sociólogos das mais diferentes áreas do saber. Mary Del Priore, em seus escritos, já enfatizava que a história é um instrumento que permite ao homem refletir e conhecer a si e aos outros, está enraizada em tudo. Para ela, todas as ações do homem, ao estudar as percepções do passado e presente, foram modeladas pelas gerações que o antecederam.

Com base nas inquietações de Mary Del Priore e Renato Venâncio iniciamos os estudos referentes à História do Brasil Colônia. Os autores chamam atenção, ao pontuar a importância do conhecimento do passado para compreender o presente, das condições em que vivemos e principalmente, da existência de uma relação íntima entre nós e os que nos antecederam.

Você está convidado (a) a conhecer, analisar, produzir conhecimentos e emitir opiniões acerca da História do Brasil quando este era uma colônia portuguesa. É fundamental para uma maior compreensão sobre o presente, compreender os aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais que caracterizaram esta terra durante esse período. Propomos, nas seções que seguem: leituras, debates e questionamentos que o instiguem a entender melhor esse período da história brasileira.

O estudo sobre o sistema mercantilista e sua relação com a Expansão Marítima e por ela, o processo de ocupação do território brasileiro. Em seguida elementos que marcaram a economia durante o período colonial e suas principais atividades: a produção açucareira, pecuária e a mineração. Discorremos sobre a mão de obra utilizada para o desenvolvimento dessas atividades - a indígena e africana - as relações entre brancos e índios, negros, bem como o processo de catequização realizado por meio da presença dos padres da Companhia de Jesus (jesuítas) em terras brasileiras. Finalizamos apresentando os motivos que contribuíram para que o sistema colonial entrasse em declínio.

As autoras.

Professora Nágila Maia de Moraes é Doutoranda em História – Universidade Federal de Pernambuco. Mestre e Graduada em História pela Universidade Estadual do Ceará. Atua principalmente nos seguintes temas: História social do trabalho e do movimento operário, teoria da história, metodologia da pesquisa, memória e oralidade. Fazendo parte do grupo de pesquisa Mundos do Trabalho da EUCE (CNPQ).

Professora Juliana Magalhães Linhares possui mestrado em História Social pela Universidade Federal do Ceará (2011), Licenciada em História pela UFC(2007). Atualmente professora do curso de Pedagogia e História das Faculdades INTA e coordenadora de área do PIBID - História. Atuou no Departamento de História da Universidade Estadual Vale do Acaraú, atuando também na rede privada de ensino superior na Graduação e Pós-Graduação na área de Ciências Humanas e Educação, com experiência em Educação a Distância - EAD.

Ambientação

Bem-vindos!

Neste livro, você é convidado (a) a entrar em contato com as mais variadas fontes e informações sobre a História do Brasil no Período Colonial, sobretudo, alguns elementos importantes de relevância social e política sobre a ocupação do território brasileiro, como o processo mercantil, um arcabouço de informações sobre como os portugueses adentraram em terras brasileiras no processo de colonização até a crise no sistema colonial.

É proposto o diálogo sobre o percurso traçado pelos portugueses e espanhóis (mais ou menos isolados) na conquista dos oceanos Atlântico e Pacífico, a chegada às terras brasileiras, mudando o curso da história dos territórios “encontrados”. Também, as primeiras tentativas de exploração territorial e a negligência da coroa portuguesa sobre a terra recém “descoberta”, até as atividades econômicas que foram relevantes para o processo de ocupação massiva da colônia, são objetos de estudo neste livro.

Estão dispostas também, informações sobre a atividade açucareira, ação significativa no processo de ocupação do Brasil Colônia, na medida em que se tornou a principal economia exportadora de Portugal durante grande parte dos séculos XVI e XVII e o uso de mão de obra utilizada pela coroa portuguesa na realização de investimentos necessários para melhorar as técnicas de exploração mineradora, sendo incentivada a imigração de portugueses financiados, muitas vezes ou induzidos pelo governo de Portugal.

Compreender a presença do escravo africano para a organização da colônia, em seus aspectos econômicos e culturais, principalmente na produção açucareira e mineradora, ou seja, nas atividades que mais geraram lucros para Portugal é imprescindível, tendo em vista sua importância histórica. Esse tipo de mão de obra, também se fez presente na pecuária e até mesmo nas chamadas atividades secundárias, como serviço doméstico. Dessa maneira, sabendo da importância da escravidão para o funcionamento da economia, principalmente açucareira e mineradora que deveria gerar altos lucros, possibilitamos a analise sobre a dinâmica de trabalho nas fazendas de engenho e na extração de metais precisos entre os séculos XVI e XVIII.

O sistema colonial estava baseado na lógica mercantilista, desenvolvido durante a Idade Moderna e na era dos “descobrimentos”, sustentado pelo pacto e o monopólio colonial, estes que defendiam os interesses metropolitanos mediante a colônia, que era vista como fonte de lucros e riquezas complementares extra europeias. Refletindo a importância dessas informações, convidamos você agora a pensar e entrar em contato com a construção da história do Brasil, sobre como decorreu o processo de ocupação do território brasileiro.

Excelentes estudos!

Trocando ideias com os autores

Prezados(as) Estudantes, agora é o momento de trocar ideias com os autores.

Propomos a leitura de algumas obras.

O Império Marítimo Português

A escravidão no Brasil

Guia de Estudo

Prezado (a) estudante,

Leia os livros indicados. Escolha uma das obras e elabore uma resenha crítica em consonância com os conteúdos estudados.

Compartilhe suas ideias no Ambiente Virtual de Aprendizagem do curso!

Leia a obra O Império Marítimo Português (1415 – 1825). O escritor britânico Charles Boxer apresenta e analisa o conjunto de fatores que teriam impulsionado a nação lusa a iniciar a chamada “Era dos descobrimentos”. Segundo o autor, embora uma possível variedade de viagens tenha sido realizadas anteriormente àquelas promovidas pelas nações ibéricas, foi somente depois das viagens promovidas por Portugal e Espanha que se pode falar em uma ligação marítima consistente entre os grandes continentes do planeta. A obra permite que o leitor, de forma clara e coerente o conjunto de aspectos políticos, econômicos e religiosos que se mesclam e que são responsáveis pelo desbravamento de grandes oceanos e a conquista de novas terras.

BOXER. Charles R. O Império Marítimo Português. (1415-1825). Trad. De Anna Olga de Barros Barreto. São Paulo: Cia das letras, 2011.

Recomendamos também a obra A escravidão no Brasil do historiador e editor Jaime Pinsky. Uma leitura fundamental para os que querem entrar em contato com questões relativas à escravidão no Brasil. Numa linguagem clara o autor tece comentários acerca da presença negra no Brasil e destrói alguns preconceitos e estereótipos criados ao longo do tempo como justificativas para a existência do racismo. Retira o negro, e o índio (um dos primeiros capítulos do livro é reservado ao escravo indígena) da condição de sujeito passivo ao qual esteve relegado por muito tempo pela historiografia tradicional. Apresenta o negro enquanto sujeito ativo e criador de diferentes formas de resistência à escravidão branca.

PINSKY, Jaime. A escravidão no Brasil: As razões da escravidão, sexualidade e vida cotidiana. As formas de resistência. 17 Ed. São Paulo, Contexto. 2000.

Problematizando

O ensino da história é primordial à formação do estudante, pois possibilita o exercício sobre os conteúdos, de maneira a favorecer a oportunidade de aprender. Diante do exposto, conceituamos sua importância como oportunidade de desenvolver-se enquanto pesquisador entre outras ações. Nesse sentido, o ensino de História poderá fazer escolha pedagógica capaz de possibilitar uma reflexão sobre seus valores, práticas cotidianas e relacioná-los com a problemática histórica inerente ao seu grupo de convívio, à sua localidade, à sua região e à sociedade de maneira geral.

Imagine-se na seguinte situação: Você é um professor de História ministrando o tema: Atividades econômicas no Brasil Colônia. Dentre as inúmeras funções do ensino dessa disciplina, destaca-se o desenvolvimento de competências e habilidades que auxiliem o aprendiz a compreender, por meio de informações diversas, o passado e a própria realidade em que se insere. Enquanto expõe o conteúdo, um estudante o questiona:

Professor (a) por que preciso conhecer a importância da produção açucareira no passado? Ela tem alguma relevância hoje? Como você se posicionaria diante dessa interrogação?

Guia de Estudo

Guia de Estudo

Baseado no exposto acima descreva, qual seria seu posicionamento perante o questionamento realizado pelo estudante?

Compartilhe informações no AVA do seu curso!

Boa atividade!

Brasil Colônia

1

Conhecimentos

  • Conhecer o processo que originou o surgimento dos reinos ibéricos e as grandes navegações.
  • Habilidades

  • Perceber o processo de ocupação e organização do Brasil Colônia a partir dos interesses colonialistas.
  • Atitudes

  • Apresentar posturas que evidenciem respeitos aos elementos culturais formadores da cultura brasileira.
  • Unidade 1

    O Sistema Mercantilista e as Expedições Marítimas

    Para compreender a colonização portuguesa no Brasil, é necessário entender os princípios básicos do Sistema Mercantilista. Este sistema econômico foi colocado em prática por volta do final do século XV, quando da crise do Sistema Feudal. A economia mercantil priorizava a necessidade de incentivar o comércio na Europa, para tanto foi necessário o intercâmbio com os continentes, outras regiões que tornasse possível essa prática. Tendo em vista que os europeus buscavam encontrar especiarias (condimentos, temperos, frutas exóticas), extrair metais preciosos (metalismo), além de defender a proteção do seu mercado através de barreiras alfandegárias, para evitar a entrada de produtos advindos de outros reinos e o monopólio comercial.

    Metalismo:

    É uma das principais características do sistema mercantilista onde a riqueza de uma nação é medida através do acúmulo de metais preciosos (ouro e prata).

    A passagem do modo de produção feudal ao modo de produção capitalista é concluída de duas maneiras. O produtor torna-se comerciante e capitalista; opõe-se a economia natural e agrícola e ao trabalho manual organizando corporações da industrial urbana e medieval. Esta é a via revolucionária. Ou o comerciante apodera-se diretamente da produção. (SANTIAGO, 2006 p. 54).

    A partir da necessidade de colocar em prática os princípios mercantilistas que entra em cena as Expedições Marítimas, visto que o comércio entre a Europa e o Oriente se fazia através do Mar mediterrâneo, essa rota trazia alguns problemas como o encarecimento dos produtos, devido à alta cobrança de impostos realizada pelas cidades que eram portas de entrada para a Europa. Como uma forma de fugir dessas rotas comerciais que passavam principalmente pelas cidades italianas, os portugueses iniciaram a Era das Navegações, tendo a companhia dos espanhóis nessa empreitada.

    Segundo Charles R. Boxer:

    As viagens de descobrimento dos portugueses no oceano atlântico parecem ter começado por volta de 1419, quatro anos depois da conquista de Ceuta, tomada dos Mouros. Por motivos de ordem prática, pode-se considerar que a primeira etapa da expedição ultramarina da Europa tenha se iniciado numa dessas datas. Pode considerar também que essa etapa tenha sido concluída com a volta de Vasco da Gama a Lisboa, em julho de 1499, seis anos depois de Cristóvão Colombo ter realizado a épica viagem de descoberta das Antilhas. (BOXER, 2002 p.31)

    Portugueses e espanhóis tiveram percursos (mais ou menos isolados) na conquista dos oceanos Atlântico e Pacífico, e os esforços mudaram o curso da história dos territórios “encontrados”. Segundo Boxer, por trás da chamada “Era dos descobrimentos” surgem diversos fatores religiosos, econômicos, estratégicos e políticos que serão descritos a seguir:

    Religiosos: A Igreja Católica Romana que passava pela Contrarreforma, criou o Exército de Jesus, como o objetivo de defender os princípios da fé católica, além de conquistar e manter os fiéis a esse credo. Dessa maneira, as expedições marítimas trouxeram a possibilidade de aumentar os limites do poder religioso de Roma, que também sofria com o processo de adaptação ao novo sistema econômico vigente na Europa. Desejos esses, aliados a Cruzada contra os Mulçumanos, durante a chamada expansão islâmica que atingiu a Península Ibérica.

    Econômicos: A busca por metais preciosos, principalmente alimentados pelas histórias de que existia um reino na Guiné, denominado Prestes João, onde a riqueza, e o luxo predominava, sendo até os telhados feitos de ouro e também a necessidade de encontrar especiarias.

    Unidade 1

    Podemos compreender os desdobramentos políticos, pois a burguesia portuguesa e espanhola precisava convencer tanto os reis, como a própria Igreja do quanto era rentável o investimento nas expedições. Somados a necessidade de fugir das rotas do Mar mediterrâneo.

    Somente depois de os portugueses terem contornado a costa ocidental da África, dobrado o cabo da Boa Esperança, atravessado o oceano Índico e de terem se fixado nas ilhas das Especiarias da Indonésia e na costa do mar do sul da china; somente depois de os espanhóis terem atingido o mesmo objetivo através da Patagônia, do oceano Pacífico e das Filipinas - é que então, e só então, teve início a ligação marítima regular entre os quatro grandes continentes. (BOXER. 2002. op. cit. p. 33).

    No tocante ao pioneirismo português, podemos afirmar que o fato de ter sido um reino unificado durante quase todo o século XV e praticamente livre de guerras civis, outros países sofriam com instabilidade na política interna, como o caso dos reinos de Castela e Aragão que viveram a ameaça de um descontrole generalizado antes da chegada de Fernando e Isabel ao Trono. Essa desorganização foi fundamental para o retardamento da entrada dos espanhóis nas expedições e a competição desigual que empreenderam, inicialmente, com os portugueses pelas posses territoriais.

    Sugestão de Leitura

    Para uma ampla conceitualização e discussão dos materiais estudados neste tópico, indicamos a você à leitura dos livros:

    Do feudalismo ao capitalismo: uma discussão histórica, de Theo SANTIAGO, lançado em 2006.

    O Capital, Vol. III de Karl MARX, lançado em 2016.


    Ainda sobre as Expedições Marítimas, é possível salientar que foram emitidas Bulas Papais, que tratavam sobre o processo de ocupação e exploração das terras. Estas refletiam a atitude e as aspirações do rei, ou dos que fizeram a petição ao papado em nome dele. Sendo elas:

    • Dum diversas: concedia total direito ao rei português de escravizar, conquistar, e transferir as terras conquistadas.
    • Romanus Pontifex: o príncipe Dom Henrique foi autorizado a submeter e converter os pagãos a obra de conquista portuguesa que promovia os interesses de Deus e da cristandade.
    • Intercoetera: o Grã-mestre Dom Henrique, teria plenos poderes para nomear os titulares de todos os benefícios, seja do clero secular, seja do regular, impor censura e outras penas eclesiásticas.

    Unidade 1

    De modo geral, as Bulas davam sanção religiosa a uma atitude igualmente dominadora com relação a todas as raças que estivessem fora do seio da cristandade. Em suma, ajudava a organizar no trabalho de investigação, conquista colonização e exploração.

    Além da força clerical, Dom Henrique, contou com o apoio da burguesia, a qual lucrou com o ouro e o comércio de escravos através da instalação das feitorias. Percebemos que a compra e venda de escravos africanos, inicialmente uma das mais lucrativas fontes de riquezas portuguesas ocorreu através do incentivo aos conflitos entre as diversas tribos africanas para aumentar o número de escravos de guerra a serem comercializados com os portugueses.

    Feitorias:

    Eram locais estabelecidos ao longo do litoral brasileiro onde os portugueses armazenavam a madeira que seria levada para a Europa, quando iniciaram a exploração do pau-brasil.

    Depois de 1442, o desenvolvimento do comércio de escravos também ajudou a financiar os custos das viagens portuguesas ao longo da costa ocidental da África. Os escravos provinham originalmente de ataques, primeiramente aos acompanhantes tuaregues do litoral saariano e depois às aldeias negras da região do Senegal. Muitas vezes dirigidos contra grupos de famílias desarmadas ou aldeias indefesas, esses ataques eram descritos pelo cronista Gomes Eanes de Zurara como se fossem proezas de uma intrepidez cavalheiresca, comparáveis a quaisquer feitos realizados nos campos de batalhas europeus – e eram de fato assim considerados pela grande maioria dos contemporâneos.” (BOXER, 2002 p. 40)

    A primeira feitoria de Portugal foi estabelecida em Arguim, ao sul do Cabo Branco, por volta de 1445, objetivando controlar o comércio transariano do Sudão Ocidental. Durante alguns anos, os portugueses realizaram ataques e o comércio pacífico de escravos. Os navios eram utilizados como bases flutuantes e estavam ligadas as feitorias em terra.

    Para Boxer (2002), esse tipo de comércio foi o início de um período próspero para a economia portuguesa, posto que:

    Com a chegada de ouro, escravos e marfim em quantidades consideráveis a Portugal, as expedições à África Ocidental, organizadas por Dom Henrique, começaram a ser lucrativas, se não para ele mesmo, ao menos para alguns participantes dessas viagens. (BOXER, 2002 p. 48)

    As várias viagens e tentativas de conquistas territoriais empreendidas pelo infante Dom Henrique, contribuiu para que os portugueses adquirissem experiência e conhecimento sobre os ventos e o regime das marés do Oceano Atlântico sul, todo esse conhecimento foi somado ao desenvolvimento de técnicas de navegação e a criação das Caravelas, as quais navegavam contra o vento, melhor do que qualquer outro tipo de barco.

    Após o governo de dom Henrique, Portugal ficou nas mãos de Dom João II, este possuía interesse nas empreitadas expedicionárias e os interesses mercantilistas. Assim, tomou a frente da direção do comércio, colocando em prática o monopólio do comércio de ouro, escravos, especiarias e marfim, dentre outros produtos. No entanto, esse controle não se dava de maneira intensa, tendo os comerciantes à participação também nos lucros de alguns produtos importados.

    O fato é que as riquezas retidas da África tiveram relevância no processo de afirmação de Portugal, enquanto importante reino na rota de circulação monetária europeia.

    Unidade 1

    Guia de Estudo

    Guia de Estudo

    Sobre os fatores religiosos, quais suas percepções sobre os interesses acima citados?

    No texto, foram expostos interesses que motivaram os reinos ibéricos a se lançarem nas expedições marítimas. Como você descreveria esses fatores?

    Compartilhe suas considerações no AVA.

    O Processo de ocupação do Território Brasileiro

    A chegada dos portugueses ao território brasileiro ocorreu em 21 de abril de 1500, mas o processo de ocupação efetiva estima-se que tenham ocorrido 30 anos depois. Neste tópico, trataremos sobre sua chegada ao Brasil, as primeiras tentativas de exploração territorial e a negligência da coroa portuguesa sobre a terra recém “descoberta”, até as atividades econômicas que foram relevantes para o processo de ocupação massiva da colônia.

    Período Pré – Colonial

    Durante o período conhecido como Pré-Colonial (1500-1530), o qual foi marcado pela presença portuguesa através da exploração do pau-brasil, a partir da utilização da mão de obra forçada do índio. Ao analisarmos a importância dessa atividade econômica para o processo de colonização e ocupação territorial, percebemos que o Brasil ficou negligenciado pelos portugueses, tendo em vista que poucos foram enviados para a terra “descoberta”, além do que não houve um processo de ocupação através do povoamento (pessoas enviadas por Portugal para residir da colônia).

    Essa negligência pode ser explicada, pelo fato de Portugal está lucrando com outras colônias como, as Ilhas da Madeira, Açores e Canárias, sendo o Brasil pouco atraente, pois o tão desejo ouro não foi encontrado de imediato.

    Caio Prado Junior no livro “Formação econômica do Brasil”, afirma que no terceiro decênio do século XVI o Brasil se encontrava na seguinte situação:

    Ninguém se interessava pelo Brasil. A não ser os traficantes de madeira – e estes mesmos já começavam a abandonar uma empresa cujos proveitos iam em declínio – ninguém se interessava seriamente, até então, pelas novas terras; menos ainda habitá-las. Todas as atenções de Portugal estavam voltadas para o Oriente, cujo comércio chegará neste momento no apogeu. (PRADO, 1986 p. 31).

    No entanto, com a presença de navegadores (piratas) na costa de sua colônia, Portugal percebeu suas posses ameaçadas e enviou expedições com o objetivo de vistoriar o litoral brasileiro e afastar os piratas. Essas medidas ficaram conhecidas como expedições guarda-costas.

    Aliada as ameaças estrangeiras, devemos ressaltar que na medida em que as colônias portuguesas deixavam de gerar os lucros esperados, o rei vislumbrou no Brasil uma possibilidade de exploração das suas riquezas naturais.

    Unidade 1

    Dessa maneira, o processo de ocupação territorial do Brasil teve início devido às ameaças de estrangeiros e a crise econômica de outras colônias pertencentes a Portugal.

    Para iniciar a ocupação efetiva o rei português organizou o sistema de capitanias hereditárias, ou seja, dividiu o território em 15 grandes faixas de terra e doou para nobres portugueses denominados de donatários. Os mesmo deveriam vir para a colônia e fazer suas terras prosperarem e assim gerar os lucros desejados pela Coroa. Os donatários apesar de receber o direito de explorar a terra, não recebiam, muitas vezes, o apoio econômico do rei, através de incentivos ou empréstimos. Tornando-se, frequentemente, inviável a vinda do donatário para “tomar posse” da sua capitania hereditária.

    Para Caio Prado Jr, vários fatores contribuíram para a dispersão do povoamento, sendo o primeiro, bastante importante, pois afirma ter sido a extensão da costa:

    A extensão da costa que coube a Portugal na partilha de Tordesilhas, o que obrigou, para uma ocupação e defesa eficientes, encetar a colonização simultaneamente em vários pontos dela. Foi tal o objetivo da divisão do território em capitanias, o que de fato apesar do fracasso do sistema, permitiu garantir à coroa portuguesa a posse efetiva ao longo do litoral. (PRADO, 2007).

    Fonte: Mapa das capitanias hereditárias:Carta geral do Brasil, inserida em Roteiro de todos os sinais, de Luíz Teixeira, c.1568. Acervo da Biblioteca Nacional da Ajuda, Lisboa.



    Em meio às dificuldades materiais e estruturais, destacamos que as capitanias de São Vicente, Pernambuco e Salvador, foram às únicas que prosperaram inicialmente devido à produção e/ou comércio açucareiro.

    Guia de Estudo

    Guia de Estudo

    O contato entre os povos nativos do Brasil e os portugueses, ocorreu de forma agressiva, pautado no etnocentrismo e no ideal de civilização.

    Já pensando no assunto que abordaremos nos próximos capítulos, pesquise sobre esses dois conceitos acima destacados.

    Aproveite para comentar e compartilhar informações no AVA através do fórum de discussão de conteúdos

    Cana de Açúcar, Pecuária e Mineração

    2

    Conhecimentos

  • Conhecer as características do sistema de exploração português.
  • Habilidades

  • Identificar as principais atividades econômicas desenvolvidas durante o Período Colonial.
  • Atitudes

  • Pensar o conhecimento acerca das principais atividades econômicas no Brasil Colônia, enquanto necessárias para o entendimento da realidade econômica do Brasil na atualidade.
  • Unidade 2

    Cana-de-açúcar e pecuária

    A atividade açucareira teve papel preponderante no processo de ocupação do Brasil Colônia, na medida, que se tornou a principal economia exportadora de Portugal durante grande parte dos séculos XVI e XVII.

    Nos idos (princípio) do século XVII o rei de Portugal já possuía informações suficientes sobre o clima, regime de chuvas e temperaturas, tendo assim a certeza de que o Brasil tinha condições de desenvolver com êxito a produção do açúcar, utilizando inicialmente a mão de obra indígena.

    Como base para essa economia foi desenvolvida um sistema de divisão da terra em propriedade alodial e plena. Ou seja, para a produção açucareira que objetivava o mercado exportador, faziam-se necessárias grandes plantações em latifúndios, configurando – se assim o sistema de Plantation, no qual além da produção monocultora em latifúndios, estava voltado para o mercado externo, e utilização de mão de obra escrava africana. Vale a pena observar as afirmações do autor:

    A grande propriedade será acompanhada no Brasil pela monocultura; os dois elementos são correlatos e derivam das mesmas causas. A agricultura tropical tem por objetivo único a produção de certos gêneros de grande valor comercial, e por isso altamente lucrativo. Não é com outro fim que se enceta, e não fossem tais as perspectivas, certamente não seria tentada ou logo pareceria. É fatal, portanto que todos os esforços sejam canalizados para aquela produção; mesmo porque o sistema de grande propriedade trabalhada por mão-de-obra inferior, como é a regra nos trópicos, e será o caso no Brasil. Não pode ser empregada numa exploração diversificada e de alto nível técnico. (PRADO Jr. 1986. op. cit. p. 34).

    Alodial:

    Referente à propriedade que se encontra livre de responsabilidades, encargos, impostos, vínculos, entre outras coisas, e que pode ser utilizada de forma liberta.

    Fonte: Nova História Net

    A organização da lavoura açucareira estava centralizada no engenho, da máquina que moía a cana e local onde era preparado o açúcar, composto pela moenda, caldeira, casa de purgar, além da casa grande, senzala e capela. A fazenda de engenho era de grande extensão, sendo baseada no plantio da cana. No entanto, a terra era divida entre o pasto, mata para retirada de lenha e madeira.

    Caio Prado Jr destaca que: “Além do açúcar, extraia-se também da cana a aguardente. É um subproduto de largo consumo no país, e que se exporta para as costas da África onde servia no escambo de escravos” (PRADO Jr. 2007. op. cit. 147). A rapadura era outro produto secundário retirado da cana, largamente consumido em alguns lugares da colônia:

    Unidade 2

    A par das destilarias de aguardente anexas aos engenhos, há os estabelecimentos próprios e exclusivos para este fim; são as engenhocas ou milinetes, em regra de proporções mais modestas que os engenhos, pois as instalações para o preparo da aguardente são mais simples e menos dispendiosas. A aguardente é uma produção mais democrática que o aristocrático açúcar. (PRADO Jr. 1986. op. cit. 38).

    Devemos ressaltar que os pequenos agricultores também plantavam a cana, porém tinha que moer no engenho do latifundiário, pagando com parte da produção para a utilização do equipamento. Mas também praticavam outros tipos de atividades agrícolas, como: plantio de milho, mandioca, etc. (economia de subsistência). Ainda durante o século XVII, embora em quantidade bem mais modesta, foi cultivado o tabaco, intensamente utilizado para o tráfico de escravo, servindo como moeda de troca, escambo na costa da África.

    Caminhando paralelamente a economia açucareira, vimos desenvolver a pecuária a partir de uma necessidade do próprio engenho, que deve ser considerada uma economia secundária, voltada para satisfazer as necessidades elementares da população.

    Percebemos que o Brasil era um importante fornecedor de produtos agrícolas e de gêneros tropicais, mas também podemos destacar que os colonos desenvolveram atividades secundárias a partir das necessidades materiais cotidianas.

    Considerada uma economia secundária, a pecuária foi desenvolvida no sertão nordestino como consequência das dificuldades entre a criação de gado na fazenda de cana de açúcar, visto que, mesmo sendo de fundamental importância para o transporte da cana e o funcionamento do engenho, na maioria das vezes funcionavam a partir da força animal, não foi possível a convivência entre as duas atividades: agricultura e pecuária, pois o gado aumentou em grande quantidade e trouxe problemas para a agricultura açucareira, chegando por vezes a invadir o plantio de cana, pisoteá-la e comê-la.

    A cultura da cana não permitiu que se desenvolvesse nos férteis terrenos da beira-mar. Relegou-a para o interior mesmo quando este apresentava os maiores inconvenientes à vida humana e suas atividades, como se dá em particular no sertão do nordeste. Alia-se aí uma baixa pluviosidade à grande irregularidade das precipitações. (PRADO Jr. 1986. op. cit. p. 28).

    Dessa maneira, os rebanhos foram sendo empurrados seguindo o curso dos rios, principalmente aqueles de regime intermitente, tornando-se a principal rota às margens do Rio São Francisco, também a denominado rio dos currais, pois os vaqueiros construíram locais para o descanso durante o trajeto até as fazendas voltadas para a criação de gado, do norte do Maranhão até a Bahia.

    As condições naturais levaram muita dificuldade aos povoadores, devido aos períodos de seca e por conta da vegetação de caatinga, com pobre cobertura de plantas hidrófilas e maioria de cactáceas.

    Cactáceas:

    Família de plantas, originárias das Américas

    Unidade 2

    Segundo Prado Jr (1986) a pecuária logrou êxito do sertão devido ao aumento do consumo no litoral, como consequência da economia açucareira, pela baixa densidade econômica, baixa produtividade industrial e pela facilidade com que se estabeleciam as fazendas. Devemos ressaltar que a fazenda de gado se constituía por uma casa coberta de palha, currais precários, contando com a mão de obra de dez ou doze homens. Sobre esse último ponto Furtado (2006. p. 97) afirma que:

    Basicamente a mão de obra era em sua maioria livre devido à dificuldade de fiscalização do trabalho escravo, posto que o fazendeiro visitasse a fazenda apenas periodicamente.

    O fato é que a criação de gado foi fundamental para a ocupação efetiva de grande parte do sertão nordestino, sendo o gado vendido para outras regiões com um preço baixo por causa das condições de magreza e as baixas qualidades das carnes que chegavam aos pontos de venda.

    Apesar de ser utilizada no comércio interno, a criação de gado era basicamente uma atividade de subsistência, servindo como fonte de alimento e o couro utilizado como matéria prima para fabricação de utensílios domésticos, roupas, etc.

    Seguindo paralelamente a economia pecuarista no sertão do nordeste, foram encontradas as primeiras jazidas de ouro na região denominada de Minas Gerais, daí em meio à crise do preço e da exportação açucareira, surge com potência no início do século XVIII a exploração mineradora.

    Mineração

    Nos fins do século XVII em meio à crise do açúcar, os governantes portugueses retomaram o interesse pela busca de metais preciosos, mas tal feito demandava grande investimento. E assim feito, visto que a metrópole e a colônia se encontravam em grande crise econômica.

    A Coroa portuguesa realizou os investimentos necessários para melhorar as técnicas de exploração mineradora, sendo incentivada a imigração de portugueses financiados, muitas vezes ou incentivados pelo governo de Portugal.

    Nesse contexto de busca por metais, devemos destacar a importância das bandeiras paulistas, expedições organizadas pelos colonos da capitania de São Vicente, objetivando escravizar índios das missões e encontrar minas de ouro.

    Celso Furtado, afirma que mesmo com poucos dados populacionais da época, podemos perceber que a mineração incentivou o aumento da imigração de europeus para a colônia. Devendo-se ressaltar que a exploração de minas no Brasil podia ser feita por pessoa com limitados recursos, tendo em vista que o ouro encontrado era do tipo aluvião, metal depositado no fundo dos rios. (FURTADO, 2006. op. cit. p. 118)

    Unidade 2

    Após os primeiros achados de ouro em Minas gerais, a Coroa portuguesa estabeleceu regras para a exploração aurífera, sendo elas:

    • Livre exploração, submetida a uma dura fiscalização do governo.
    • O pagamento da quinta parte de todo ouro extraído.
    • Criação da Intendência de Minas, que contava com a direção de um superintendente. Essa que estava subordinada ao governo metropolitano de Lisboa.

    Sobre a descoberta das minas, o procedimento era:

    O descobrimento de jazidas era obrigatoriamente e sob penas severas comunicado à intendência da capitania em que se fizera. Os funcionários competentes (os guradas-mores) se transportavam então ao local, faziam a demarcação dos terrenos auríferos, e em dia e hora marcados e previamente anunciados, realizava-se a distribuição entre os mineradores presentes. Qualquer pessoa podia comparecer e participar da distribuição, mas não aceitava representação de terceiros. A distribuição se fazia por sorte e proporcional ao número de escravos com que cada pretendente se apresentava; mas antes desta distribuição geral, o descobridor da jazida tinha direito de escolher livremente sua data (era o nome dado às propriedades mineradoras); e depois dele, a Fazenda Real também reservava uma para si. Ela aliás nunca explorou suas minas, e as vendia em leilão logo depois de adquiridas. (PRADO Jr. 1993. op. cit. p. 57.)

    Tendo em vista esse tipo de repartição, na região mineradora, a dinâmica social ocorreu diferentemente da açucareira, pois apesar da utilização da mão de obra escrava, a mesma não era na maioria populacional e a organização da economia permitia uma maior flexibilidade na mobilidade social, tendo o escravo maior circulação pelas ruas e até mesmo trabalhar para comprar a própria liberdade.

    Na mineração, o trabalhador livre gozava de maiores possibilidades de ascensão econômica e social se dispusesse de recursos, podendo organizar uma lavra (Local onde se realizava a extração de minérios), com o pequeno número de escravos. Mas caso, não tivesse os recursos necessários, o próprio dono da lavra poderia trabalhar como faiscador. (Aquele que cata faíscas de ouro na ganga das minas já exploradas).

    Sobre a instabilidade dessa economia, Celso furtado afirma que:

    A natureza mesma da empresa mineradora não permitia uma ligação à terra do tipo da que prevalecia nas regiões açucareiras. O capital fixo era reduzido, pois a vida de uma lavra era sempre algo incerto. A empresa estava organizada de forma a poder deslocar-se em tempo relativamente curto. Por outro lado, a elevada lucratividade do negócio induzia a concentrar na própria mineração todos os recursos disponíveis. (FURTADO, 2006. op. cit. p. 121).

    Unidade 2

    Dessa maneira, na região mineradora os interesses estavam voltados para a exploração de metais preciosos, assim a agricultura não era uma prática muito interessante para a Coroa. Daí a relação da atividade mineradora com o aumento do mercado interno na colônia, visto que os produtos alimentícios, vestimentas e até mesmo prestação de serviço, como médicos, artífices, artesãos, etc., foram intensificados nessa região. Onde a carência de oferta de produtos, acarretou no aumento do custo de vida da população em geral.

    Para Celso Furtado, a economia mineradora influenciou as regiões vizinhas, principalmente nordeste e Rio Grande do Sul, por causa do sistema de transporte, que dependia das mulas, base do abastecimento local de alimentos e devido às dificuldades surgidas da própria região montanhosa que se situava as minas. Dessa feita, o gado era importante tanto para o transporte, como para o corte, tornando possível a articulação entre as regiões nordeste, mineradora, e sul. Vejamos as afirmações abaixo:

    A economia mineradora abriu um novo ciclo de desenvolvimento para todas elas. Por um lado, elevou substancialmente a rentabilidade da atividade pecuária, induzindo a uma utilização mais ampla das terras e do rebanho. Por outro, fez interdependentes as diferentes regiões, especializadas uma na criação, outras na engordar e distribuição, e outras constituindo os principais mercados consumidores. (FURTADO, 2007. op. cit. 123).

    Porém mesmo com toda riqueza gerada pela extração de ouro, riqueza esta que foi em grande parte para Portugal, mas precisamente para o pagamento de dívidas que possuía junto à Inglaterra, como consequência de acordos comerciais que não lograram êxito, como o Tratado Muthuen. Somado aos grandes gastos para a manutenção do luxo na corte portuguesa.

    O fato é que a extração mineradora entrou em decadência no final do século XVIII, por vários motivos, dentre eles, assim como cita Prado Jr. 1986. op. cit. p. 63:

    • A concentração de ouro de aluvião encontrado em pequena quantidade em um curto espaço de tempo.

    • A utilização de técnicas rudimentares de extração, que não foram eficientes quando foi necessária a busca em maior profundidade nos rios. Essas técnicas (sistema de faiscação) aliadas à ignorância dos colonos, no que tange a exploração foram determinantes para o esgotamento das minas.

    Quase ao mesmo tempo em que houve a decadência aurífera, também percebemos a crise da extração de diamantes, por motivos semelhantes aos que citamos anteriormente, além da queda do valor das pedras devido ao grande fluxo na Europa, e uma má administração da metrópole que tentava controlar a queda dos preços, mas por causa das condições financeiras não teve pulso para resolver à situação, vindo a mineração perder expressividade nos fins do século XVIII.

    Tratado Muthuen:

    Tratado pela troca de especiarias, tecidos e vinhos, acordado entre Portugal e Inglaterra. Foi vigente entre os períodos de 1703 a 1836.

    Sistema de faisçâo

    Técnica que se baseava no lançamento do mercúrio para melhor localizar o brilho do ouro

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    Para saber mais sobre os conteúdos estudados assista aos filmes:

    1492 - A Conquista do Paraíso,de 1992, dirigido por Ridley Scott, com Gérard Depardieu e Sigourney Weaver

    O Novo Mundo, de Terrence Malick, com Colin Farrell e Q'orianka Kilcher.

    Caramuru - A Invenção do Brasil, com Selton Mello, Camila Pitanga e Debora Secco.

    Unidade 2

    Extração das Drogas do Sertão

    Os colonos portugueses tentaram desenvolver a produção açucareira, mas o clima juntamente com a vegetação espessa localizada numa planície, estando submetido ao regime dos rios e a subida do volume das águas inundado grande extensão de terra. Assim, a prática agrícola tornou-se inviável, obrigando os colonizadores a buscarem desenvolver outro tipo de economia. Nesse sentindo, a partir das riquezas naturais encontradas na floresta teve início à extração das drogas do sertão, como afirma Caio Prado:

    Encontraram os colonos na sua floresta um grande número de gêneros naturais aproveitáveis e utilizáveis no comércio: o cravo, a canela, a castanha, a salsaparrilha e, sobretudo o cacau. Sem contar as madeiras e produtos abundantes do reino animal: peixes caça a tartaruga. Na extração destes produtos encontrará a colonização amazônica sua base econômica. (PRADO. Jr. 1986. op. cit. p. 69).

    Em suma, no Vale do Rio Amazonas apenas os nativos da terra entravam na floresta para extrair os recursos, pesca, coleta de especiarias ou realizar o transporte sobre as águas. Essa atividade extrativista foi praticada principalmente pelos índios das missões que já estavam adequados para o trabalhado disciplinado, não tendo desenvolvido com facilidade o trabalho agrícola ou minerador. A entrada na floresta se deu durante o século XVII, mais precisamente na segunda metade desse século.

    O controle dos padres jesuítas sobre o trabalho indígena ocasionou o conflito entre os colonos e os religiosos, estes que alegavam ser contra a exploração da mão de obra do povo nativo. Vejamos o exemplo abaixo:

    A eles cabe a iniciativa desbravamento de todo esse território imenso, semeando suas missões num raio de milhares de quilômetros. Estas missões, no aspecto que nos interessa aqui, constituem importantes empresas comerciais. Reunidos os índios em aldeias – para o que os padres contavam com dons de persuasão que fazem honra a seu instinto psicológico e habilidade política, - eram eles submetidos a um regime disciplinado e rigoroso de trabalho e de vida em geral. (Idem. op. cit. p. 71).

    Os gêneros encontrados eram exportados, ficando os lucros para a Igreja, isso causou descontentamento para o governo português, administrado pelo ministro Marques de Pombal, o qual entrou em choque com os padres jesuítas. Inicialmente em 1755, o Marques determinou que os jesuítas não podiam governar as missões, passando a ter somente o poder eclesiástico.

    Unidade 2

    Anos depois após as mudanças ocorridas, em 1759 os padres que não aceitavam a suspensão do poder temporal nas missões, foram expulsos dos domínios portugueses, mas outras ordens religiosas devido à obediência, como os carmelitas, permaneceram na colônia.

    As reformas pombalinas não ficaram nisto. A escravidão dos índios é definitiva e integralmente abolida; eles são em tudo equiparados aos colonos brancos, e seu trabalho obrigatoriamente pago com salários em moeda e fixados pelas autoridades. Tudo isto sob a fiscalização de diretores leigos nomeados para as aldeias. . (Idem. op. cit. p. 71).

    No entanto, com a expulsão dos padres, os colonos se aproximaram com maior facilidade dos nativos, utilizando-os como mão de obra semi - assalariados, mas esse contato nem sempre foi amistoso, ocorrendo algumas vezes brigas e resistência dos índios, como afirma Caio Prado:

    De tal disputa em torno dos trabalhadores indígenas- que infelizmente de nada serviu para eles, incapazes que estavam de tirar proveito de uma situação vantajosa, mas inacessível ao seu entendimento – resultam rixas e violências frequentes; em muitos casos foi-se obrigado a destacar autoridades especiais para cuidar da matéria. (PRADO Jr. 1986. op. cit. p. 73).

    Em suma, podemos concluir que a extração de algumas raízes, frutas e diversos tipos de plantas, conhecidas como drogas do sertão, organizada inicialmente pelos jesuítas nas missões foi fundamento para o processo de ocupação de parte da floresta amazônica. Atividade esta que enfrentou muitas dificuldades, devido às condições naturais bastante hostis, bem como as tensões com a administração portuguesa e até mesmo na lida com os índios, sendo uma economia marcada pela instabilidade.

    Ao falar dos jesuítas devemos analisar o processo de catequização dos índios e, o contato dos mesmos com os colonos portugueses. Sobre este assunto trataremos de maneira mais detalhada no próximo capítulo.

    Lembrete

    Apesar dessa atividade econômica ter sido importante para a ocupação territorial da Amazônia, mesmo assim essa região ficou bem atrás das demais do Brasil. Além do que, ao contrário do que se esperava, as riquezas encontradas foram de pouca expressividade e de baixo valor comercial.

    As Missões e a escravidão africana: A crise do sistema colônial

    3

    Conhecimentos

  • Compreender as condições socioculturais inerentes ao Brasil durante os séculos XV – XIX.
  • Habilidades

  • Identificar aspectos da contribuição negra na formação econômica e cultural brasileira.
  • Atitudes

  • Desenvolver posturas que evidenciem respeito a diferenças religiosas e culturais.
  • Unidade 3

    As Missões Jesuíticas

    A chegada dos portugueses ao Brasil trouxe a disputa étnica entre o colonizador e os nativos da terra. A análise de um trecho da carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal auxilia a compreender as principais diferenças e quais leituras foram realizadas sobre os povos que habitavam as terras recém-descobertas. Pero Vaz narrou com detalhes ao rei os aspectos físicos e hábitos cotidianos dos nativos encontrados na terra recém-conquistada a partir dos valores culturais dos portugueses, ou seja, a cultura indígena sofreu com a visão etnocêntrica dos colonizadores que se colocaram de maneira superior diante dos índios. Os portugueses desrespeitaram a cultura nativa, não levando em consideração seus anseios e práticas, impondo os valores europeus, no tocante as vivências econômicas, políticas, sociais e religiosas.

    Descobertas:

    Saber mais

    VAZ DE CAMINHA, Pêro. Carta de Pêro Vaz de Caminha a el-Rei Dom Manuel (extractos). In: Literatura clássica. Base de dados Projecto Versial. Disponível em: www.ipn.pt/literatura/. Acesso em: 20/05/2004.

    Nesse contexto de tensões culturais e de guerras com os nativos, devemos lembrar o papel do Exército de Jesus, ordem religiosa católica, criada durante a Contra-Reforma, objetivando retomar os espaços e fiéis perdidos pela Igreja Católica durante a Reforma Protestante. Dessa maneira, durante o período colonial os padres jesuitas foram enviados para as colonias para catequizar os povos das terras “descobertas” e salvá-los da ignorância e selvageria, através da imposição de fé da Igreja de Roma. Sobre este assunto nos explica o autor:

    Reforma Protestante:

    No início do século XVI a Igreja Católica Romana sofreu duros golpes com a reação do movimento protestante que contestavam muitos dos valores e princípios defendidos pelo papado.

    Na Bahia, no ano de 1549, aportaram em Salvador os seis primeiros jesuítas, liderados por Manuel da Nóbrega. Vinham prontos para ensinar as verdades do Cristianismo – o catolicismo guerreiro. Consideravam-se um novo São João Batista que viriam evangelizar os nativos americanos, pois assumiam o compromisso de serem os “soldados de Cristo”. Mas eram também fiéis servidores do rei, posto que, sem a autorização explicita do monarca, não podiam partir de Portugal para o Brasil. (QUEVEDO, 1993. p. 07).

    Foram fundadas as Missões, aldeamentos organizados sobre a doutrina da Companhia de Jesus que representava o poder Papal e dos Estados modernos. Nos quais os reis se colocavam como protetores dos índios, tendo os padres a função de catequizá-los e torná-los civilizados e disciplinados.

    Civilizados:

    A ideia de civilização defendida pelos portugueses se pautava no modelo social de comportamento dos europeus.

    Quevedo, afirma que o missionário era a fronteira que separava o fiel do infiel, ocorrendo na missão à transposição dessa fronteira através da catequização. O índio deveria renunciar as suas crenças, rituais e práticas, como a poligamia e a antropofagia.

    No Brasil, destacaram-se na catequização os padres, Antonio Vieira, José Anchieta e Manuel da Nobrega. Desses missionários podemos analisar de maneira mais pormenorizada o padre Antonio Vieira, que nasceu em Lisboa no ano de 1608, vinda para Bahia ainda criança, antes dos 20 anos de idade ingressou na ordem jesuítica, tornando-se missionário entre os índios na Bahia e no Maranhão. Vieira, também se destacou por ter deixado vários escritos e sermões proféticos que falava sobre a glória de Portugal.

    Unidade 3

    A história dos povos indígenas não o interessa enquanto tal, nem cuidava Vieira de entender a especificidade das culturas: procurava, sim, compreender os encontros e desencontros da “descoberta” e da catequese no contexto bíblico e da história Sagrada... Os portugueses deviam, assim, reconhecer que sua missão escrita nos textos sagrados, não podiam se furtar a ela, assim como, não podiam deixar de ver as riquezas do império e o progresso da igreja, pois eram inseparáveis. (SOUZA; BICALHO, 2000).

    O messianismo foi tema relevante nos escritos do padre, pois este foi influenciado pelo sebastianismo e pelo amor a pátria, intensificado pela Restauração em 1640. Porém, o messianismo pregado por Vieira possuía um diferencial, visto que defendia a ação portuguesa na conquista de terras e a ação de levar os ensinamentos de Cristo ao Novo Mundo. Para o padre Antonio Vieira, bem como, para o colonizador de um modo geral, a história e a cultura indígena não tinha importância alguma.

    Restauração em 1640:

    Momento em que os portugueses puseram fim a União Ibérica e reconquistaram a autonomia e colocaram no trono o duque de Bragança D. João IV.

    A religião (por meio da catequese do gentio) aparece desde o início como discurso legitimador da expansão que era vista, assim, como “conquista espiritual”; é junto ao papado que os reinos ibéricos, pioneiros da colonização e expansão, buscam a autoridade para dirimir as disputas pela partilha dos mundos a descobrir; e, a partir daí, a legitimação da conquista pela catequese. (SOUZA, 2007.p. 33)

    Então, fundamentados na negação da cultura indígena os europeus, e também os jesuítas realizaram o etnocídio e o genocídio dos povos nativos da América.

    Guia de Estudo

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    Analise a frase abaixo e disserte sobre a mesma:

    “Todos os reis são Deus, mas os outros reis são de Deus feito pelos homens: o rei de Portugal é de Deus, e por isso mais propriamente seu”.

    Antonio Vieira, palavras de Deus desempenhada, 1668.

    A escravidão africana

    A presença do escravo africano é de fundamental importância para a compreensão da organização da colônia, em seus aspectos econômicos e culturais, principalmente na produção açucareira e mineradora, ou seja, atividades que mais geraram lucros para Portugal. É importante lembrar que esse tipo de mão de obra, também se fez presente na pecuária e até mesmo nas chamadas atividades secundárias, como serviço doméstico.

    Sabendo da importância da escravidão para o funcionamento da economia, principalmente açucareira e mineradora que deveria gerar altos lucros, devemos analisar como era a dinâmica de trabalho nas fazendas de engenho e na extração de metais precisos entre os séculos XVI e XVIII. Sobre estes aspectos:

    As maiores dificuldades encontradas na etapa inicial advieram da escassez de mão-de-obra. O aproveitamento do escravo indígena, em que aparentemente se baseavam todos os planos iniciais, que inviável na escala requerida pelas empresas agrícolas de grande envergadura que eram os engenhos de açúcar. (FURTADO, 2007).

    Unidade 3

    Inicialmente o uso da mão de obra escrava africana tornou-se possível dentro de um contexto maior de relações comerciais entre portugueses e reis africanos. Nesse mesmo período, os reinos ibéricos já realizavam o comércio de escravos na África, e até mesmo, incentivavam as guerras entre as tribos, visando intensificar a oferta de escravos para o comércio transatlântico de negros que perdiam as guerras e eram tornados escravos. Ou seja, a procura por pessoas para serem escravizadas na América impulsionou o comércio atlântico de escravos entre Europa – África- América.

    Furtado (2007, p.77) afirma em relação à problemática da mão de obra na economia açucareira que:

    A mão-de-obra africana chegou para a expansão da empresa, que já estava instalada. É quando a rentabilidade do negócio está assegurada que entram em cena, na escala necessária, os escravos africanos: base de um sistema de produção mais eficiente e mais densamente capitalizado.

    Esse tipo de exploração da mão de obra africana foi possível devido ao alto fluxo econômico gerado pela produção do açúcar. A inserção de mão de obra escrava aumentaria significativamente os lucros dos colonos, visto que, após a instalação da indústria açucareira, deveriam ser comprados equipamentos, mão de obra escrava e contratação de mão de obra especializada.

    No entanto, os maiores gastos acabam sendo com a compra de pessoas para o trabalho escravo, pois a expectativa de vida do trabalhador era pequena, pelas más condições de vida, dura jornada de trabalho, dentre outros fatores, sendo o escravo compreendido como sendo um objeto de consumo, diretamente ligado à economia de mercado e fluxo de mercadorias e riquezas geradas pelas produções do engenho e também da mineração.

    Furtado analisando a economia escravista conclui:

    A economia escravista dependia, assim, de forma praticamente exclusiva, da procura externa. Se se enfraquecia essa procura, tinha início um processo de decadência, com atrofiamento do setor monetário. Esse processo, entretanto, não apresentava de nenhuma maneira as características catastróficas das crises econômicas. (FURTADO, 2007. op. cit. p. 90)

    Porém, o autor acrescenta:

    Na segunda metade do século XVII, quando se desorganizou o mercado do açúcar e teve início a forte concorrência antilhana, os preços se reduziram à metade. Contudo, os empresários brasileiros fizeram o possível para manter um nível de produção relativamente elevado. No século seguinte persistiu a tendência à baixa de preços. Por outro lado, a economia mineira, que se expandira no centro-sul, atraindo mão-de-obra especializada e elevando os preços de escravo, reduziria ainda mais a rentabilidade da empresa açucareira. (Idem. op. cit. p. 91).

    Unidade 3

    Mesmo sabendo a relevância do trabalho escravo para a economia colonial, devemos ultrapassar os limites da economia e do mercado e adentrarmos no cotidiano desses trabalhadores.

    Fernando Novais, no texto sobre privacidade na colônia, presente no volume I da História da vida privada no Brasil, faz uma análise das relações cotidianas na sociedade colonial, dentre os aspectos apresentados, o mesmo ressalta a importância do escravo na dinâmica social deste período.

    As relações sociais dos escravos ultrapassavam os limites da senzala e da lavoura, chegando às casas dos senhores e na organização familiar da casa grande e até mesmo ultrapassando os limites da fazenda. Vejamos as afirmações abaixo:

    A escravidão como relação social dominante (embora não exclusiva) repercute na esfera do cotidiano e da intimidade de maneira decisiva; delineiam-se três tipos básicos no sistema de relações primárias etc.) – as relações intermediárias entre essas esferas, permanente e recorrente, interpenetravam-se criando situações e momentos de aproximação, distanciamento e conflitos. (SOUZA, 2007. op. cit. p. 29).

    As relações estabelecidas entre brancos e escravos, não foi a todo o momento marcado pelo conflito e pelas tensões, mas que poderiam ser desenvolvidos laços de proximidade e de intimidade entre as partes.

    A imagem retrata o interior de uma residência abastada do mundo rural, embora existissem domicílios de vários tipos de norte a sul da colônia, eram inevitáveis à presença de escravos e a sua convivência com os senhores e demais membros da família.

    A intimidade dos escravos, citada no livro “Na senzala uma flor” de Robert Slenes, no qual faz um estudo sobre a organização familiar dos escravos no cotidiano da senzala, fugindo da visão promíscua sobre a sexualidade dos escravos, já bastante trabalhada pelos historiadores, afirmando que na senzala nasce uma flor, ou seja, além de trabalho, dor e sofrimento havia sentimento e a estruturação de famílias.

    Devemos atentar para a necessidade de quebrar a visão restrita que análise o escravo somente no contexto do trabalho, ou a partir da compreensão de que os escravos sexualmente eram promíscuos, de que não haviam famílias formadas na senzala e até mesmo nas fazendas.

    Unidade 3

    A crise do sistema colonial

    O sistema colonial estava baseado na lógica mercantilista, desenvolvido durante a Idade Moderna e na era dos “descobrimentos”, sustentado pelo pacto e o monopólio colonial, estes que defendia os interesses metropolitanos mediante a colônia, que era vista como fonte de lucros e riquezas, complementares extra-européias.

    Dessa forma, Fernando Novais, no livro “Portugal e Brasil na crise do antigo sistema colonial”, após explicar os mecanismos de funcionamento do sistema mercantil, afirma que:

    O sistema colonial em funcionamento configurava uma peça da acumulação primitiva de capitais nos quadros do desenvolvimento do capitalismo mercantil europeu. Com tal mecanismo, o sistema colonial ajustava, pois a colonização ao seu sentido na história da economia e da sociedade moderna. (NOVAIS, 1995. p. 92)

    Para ele, a crise do sistema ocorreu a partir de fatores internos gerados pela própria organização dessa economia mercantilista, baseada na acumulação primitiva de capital. O que podemos perceber é que na colônia, apesar de ter uma influencia da economia e da organização social da Europa, a colônia possuía suas peculiaridades, como o escravismo e o senhoril.

    O Brasil viveu o dilema de uma economia voltada para o mercado externo, baseado no Plantation, mas que não conseguia desenvolver de maneira consistente seu mercado interno, e isso atrapalhava o processo de acumulo de capital na colônia.

    Apesar do modelo de colonização explorador, foram criadas as colônias de povoamento em regiões com clima temperado, como as 13 colônias inglesas que tentaram mandá-las de acordo com os interesses mercantilistas. No entanto, essa tentativa, em parte não obteve êxito, visto que no norte das treze colônias ocorreu uma forte resistência a esse modelo econômico, pautado no exclusivismo comercial. Como consequência dessa resistência os colonos no norte, em grandes conflitos, lutaram pela independência de suas terras, as quais correspondem aos Estados Unidos da América.

    Para Fernando Novais, a crise do sistema colonial se deu devido a um contexto maior, em que grande força as ideias liberais, influenciadas pelo iluminismo, a crise das monarquias modernas juntamente com as bases do sistema mercantil. Chegando esses movimentos de mudanças ao Brasil e contribuindo para o surgimento de movimentos contrários ao colonialismo português.

    Guia de Estudo

    Guia de Estudo

    Para realizar, analisar a crise do sistema colonial, Fernando Novais, influenciado pela produção de Caio Prado Junior, buscou fundamentar sua tese no materialismo histórico. Pesquise o pensamento marxista sobre a relação existente entre os fatores econômicos e as transformações sociais.

    Explicando melhor com a pesquisa

    Caro estudante, sugerimos que leia o artigo de Maria Yedda Leite Linhares “Pecuária, alimentos e sistemas agrários no Brasil (Séculos XVII e XVIII)” onde enfoca duas questões fundamentalmente relevantes: o processo de interiorização do território brasileiro, através da pecuária e da pequena lavoura, e a dizimação dos índios enquanto consequência desse processo.

    Numa primeira parte da pesquisa intitulada, “Desfazendo mitos”, a autora revisita a visão idealizada dos bandeirantes, sempre lembrados como heróis e grandes desbravadores pela História tradicional. Discorre sobre o processo de ocupação das terras habitadas por índios no interior do Brasil e como a ideia de pacificação existente na maioria dos discursos históricos não condiz com a realidade. O principal foco de analise da obra é a pequena lavoura e a pecuária, atividades que na visão da autora são quase sempre ignoradas por aqueles que se propuseram a escrever sobre a economia colonial. Nas próprias palavras da autora: “É errôneo pensar que o Brasil viveu de açúcar, nada mais do que açúcar, nos primeiros séculos, e, depois, no século XIX, até a ruptura de 1930, de um segundo “produto rei”, o café”. (LINHARES, 2016)

    Para ampliar seus conhecimentos sugerimos a leitura do texto do cientista social Renato Cancian: Cana e trabalho escravo sustentaram o Brasil colônia. O texto aborda informações históricas que o permitirão perceber a relevância da produção açucareira para o desenvolvimento econômico do Brasil no período colonial, bem como, a participação da mão de obra negra nessa atividade.

    Leitura Obrigatória

    Sugerimos a leitura de um clássico da história econômica brasileira “Formação econômica do Brasil” de Celso Furtado. Os capítulos versam, entre outros assuntos, da economia açucareira e mineira ajudando-o não somente a entender aspectos relacionados às atividades econômicas da época, mas, sobretudo a entrar em contato com visões e ideias próprias da época em que a obra foi produzida.

    FURTADO, CELSO. Formação Econômica do BrasilF. 34. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

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    Faça um texto enfatizando as atividades econômicas brasileiras referentes aos conteúdos estudados.

    Compartilhe suas ideias na sala virtual do seu curso.

    Excelentes estudos!

    Pesquisando com a Internet

    Sabemos que a História é uma ciência que estuda a vida humana através do tempo, nesse sentido, o conhecimento histórico caracteriza a ação do próprio homem enquanto ser que constrói seu tempo e sua história. Para você aprofundar ainda mais seus conhecimentos a cerca da construção da história do Brasil, sugerimos que realize duas pesquisas norteadas pelas seguintes temáticas de estudo:

    1. A dinâmica da escravidão no Brasil; resistência, tráfico negreiro e alforrias, século XVII a XIX.
    2. Quem é o índio no processo histórico?
    Guia de Estudo

    Posterior à leitura das pesquisas realizadas, escolha uma das temáticas e elabore uma resenha crítica sobre o conteúdo estudado e compartilhe com seus colegas no AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) do seu curso.

    Tenham todos excelentes estudos!

    Saiba Mais

    A entrevista concedida pelo historiador Fernando Novaes à Folha Online é um importante material de estudo, por isso a indicamos. Nessa entrevista, o autor aponta a impossibilidade de reconstrução de uma história do descobrimento a partir do olhar indígena, uma vez que enfatiza uma clara diferença entre pesquisar, estudar e analisar a visão do índio acerca da conquista e reconstruir a história da forma como eles a perceberam. “Nós não podemos nos transformar em índios”, defende o autor, explica o que é o anacronismo e o aponta como um dos principais erros cometidos pelos historiadores quando analisam a história do “descobrimento” brasileiro.

    Outra entrevista que merece destaque foi a do historiador Anderson José Machado de Oliveira, uma indispensável ferramenta para ampliação dos estudos, na entrevista, “Devoção Negra: Santos Pretos e Catequese no Brasil Colonial” comentam-se as relações entre o catolicismo e as religiões de origem afro-brasileira e como os negros escravizados reelaboram elementos da fé cristã ás práticas religiosas características de seus cultos. Segundo Oliveira, a imposição do cristianismo feita pela igreja católica às comunidades de origem africana se efetivou somete em parte, pois a apropriação dessa fé pelos escravos se dá a partir de uma releitura que mescla elementos característicos das várias crenças, dando origem não a um catolicismo puro, mas a uma cultura religiosa sincrética, chamada por muitos historiadores de “catolicismo popular”.

    Dialogue com seu grupo sobre os conteúdos estudados.

    Abraço e bons estudos!

    Vendo com os olhos de ver

    Sugerimos que assista ao filme Caramuru – A invenção do Brasil é um filme dirigido por Guel Arraes que narra de forma bem humorada a história de Diogo Alves, um degredado que após um naufrágio consegue se salvar e chegar às terras brasileiras. Em contato com os índios nativos, Diogo vive uma história amorosa com a índia Paraguaçu e sua irmã Moema. Através do romance, questões culturais e históricas são postas em evidência como o choque de valores que marcou o encontro entre os dois povos.

    Identifique como são apresentadas as diferenças culturais entre o europeu e os nativos da época. Não esqueça que o filme, assim como a música e a fotografia não exprimem os acontecimentos tais como ocorreram, como se fossem verdades absolutas, são antes de tudo representações de uma ou mais pessoas acerca de um acontecimento.



    Assita ao filme A Missão, dirigido por Roland Joffé, onde há uma narrativa sobre a história da presença jesuítica no Brasil e os confrontos ocorridos na região de Sete povos das missões entre tais religiosos e o Governo Português. É também uma ótima oportunidade de reflexão acerca dos motivos que levaram a coroa lusa a expulsar os padres da Companhia de Jesus.

    Guia de Estudo

    Tente perceber e analisar os elementos presentes na narração do filme que evidenciam o processo de aculturamento dos nativos.

    Revisando

    Neste livro, estudamos entre outros assuntos, as grandes navegações, resultado das mudanças ocorridas na Europa no final do período medieval, entre elas, o surgimento do capitalismo. As dificuldades de comercialização com o oriente através do Mar Mediterrâneo, surgidas após a tomada das rotas comerciais pelos turcos otomanos levaram os europeus (em especial portugueses e espanhóis) a buscar um novo caminho que os levassem as Índias.

    Segundo Boxer (2002), fatores de ordem religiosa, econômica, estratégica e política impulsionaram a expansão marítima. O pioneirismo português nessa expansão pode ser compreendido se levarmos em consideração características próprias desse país como é o caso da precoce centralização política.

    Bulas papais foram lançadas objetivando acordos em relação às divisões de terras que eram ou que possivelmente podiam vir a serem encontradas como: Dum diversas, Romanus, Pontifex, Intercoetera e posteriormente o Tratado de Tordesilhas, o qual determinava os limites e dividia entre os países ibéricos, as novas terras encontradas.

    As riquezas acumuladas por Portugal através da exploração do continente africano lhes garantiram uma posição econômica de destaque na época. Em pouco tempo o Brasil se tornaria a principal fonte de exploração da nação lusa. Trinta anos após a chegada da frota de Pedro Alvares Cabral às terras brasileiras se iniciava o seu processo de ocupação efetiva.

    Chamado de período pré-colonial, os trintas primeiros anos da presença portuguesa em terras brasileiras se limitaram a extração do pau-brasil através da exploração da mão-de-obra indígena, uma vez que ouro e especiarias não foram encontrados nas primeiras buscas pelo litoral brasileiro. O estado de negligência por parte do colonizador luso só mudou após a ameaça de invasão por outras nações.

    Podemos aprender que o açúcar se tornou, durante os séculos XVI e XVII, a principal atividade econômica de Portugal. Certos de que as terras brasileiras eram adequadas à produção do açúcar, os portugueses a implantaram na colônia com o uso da mão-de-obra indígena e o sistema de Plantation. Tal sistema baseava-se em quatro grandes elementos: monocultura, latifundiário, produção para o mercado externo e utilização da mão de obra africana. A produção do açúcar era realizada no engenho, um grande lote de terra, geralmente composta por Casa-grande, capela, casa da moenda e o canavial.

    Concomitantemente à produção açucareira na colônia, se desenvolveu a pecuária. A falta de espaço e as dificuldades de criação do gado junto aos canaviais obrigaram os colonos a levar o gado para o interior nordestino, onde a atividade pode se desenvolver com mais liberdade. Com ela, surgem as fazendas de gado, geralmente compostas por uma casa e currais rústicos. Diferentemente, da atividade açucareira, a mão-de-obra utilizada era livre. Pode-se dizer que a pecuária foi relevante para o processo de interiorização e desenvolvimento do sertão nordestino.

    Em fins do séc. XVII são encontradas as primeiras jazidas de ouro em Minas Gerais. As expedições organizadas pelos colonos objetivando a busca de metais preciosos, além de índios escravizados eram chamadas de bandeiras. A descoberta ocasionou a vinda de centenas de pessoas para a Região de Minas Gerais e a criação por parte da Coroa Portuguesa de todo um sistema de fiscalização e controle do ouro explorado.

    As drogas do sertão: cravo, canela, castanha, etc. foram encontrados na região Norte, mais especificamente na floresta Amazônica. Os colonos acabaram por comercializá-las uma vez que os aspectos vegetais da região não eram propícios ao desenvolvimento do açúcar. Segundo o historiador, Padro Jr (2007), tais produtos representam a base da economia amazônica.

    Nessa disciplina foi abordado também o encontro entre índios e brancos, fato que foi marcado por conflitos resultantes do comportamento etnocêntrico do Europeu. Além do extermínio físico o colonizador impôs sua cultura, valores e crenças. Nesse processo de aculturamento se destaca a ação dos padres jesuítas, religiosos vindos para a colônia com a função de catequisar os índios e difundir assim, a fé cristã. Os locais preparados pelos religiosos e com a autorização do rei para a catequese dos nativos eram chamados de Missões ou aldeamentos.

    A mão de obra negra foi substituindo paulatinamente a mão de obra indígena e se tornando fundamental para o desenvolvimento da economia colonial, estando presente não somente nas atividades açucareira e mineradora, mas em atividades secundárias como era o caso da pecuária. É preciso pensar a complexidade das relações humanas e entender que as relações entre senhores e escravos ultrapassava muitas vezes o binômio (opressor versus oprimido). Negociações e formas de resistências foram sendo criadas pelos escravos.

    Segundo Fernando Novaes um conjunto de fatores contribuiu para a crise do sistema colonial, entre eles: Presença de ideias iluministas e a crise das monarquias modernas e o sistema mercantilista.

    Autoavaliação

    “O que para a Europa significou conquista e glória, para os povos americanos significou derrota, destruição física e cultural, violência e morte (...)” (AMADO, 1991 p. 4)

    1. O pensamento acima revela o choque de valores e a diversidade de visões dos dois povos envolvidos nesse encontro cultural (branco e índio) do que seria o “Encontro de dois mundos”

      Agora pense:
      Quais fatores contribuíram para que esse encontro pudesse ocorrer? Que consequências políticas, econômicas e culturais ele acarretou para a América e para a Europa?
    2. Comente sobre os fatores que contribuíram para o êxito do plantio de açúcar na região nordeste.
    3. Comente sobre as ações tomadas pela coroa portuguesa para evitar que a exploração do ouro fugisse ao seu controle.

      “Muitos aldeamentos indígenas estabeleceram-se próximo às vilas e povoados de portugueses, facilitando assim a catequese. A servidão era a maneira de extrair o máximo do índio e ‘civilizá-lo”, pelo trabalho, disciplina, respeito e aceitação dos valores culturais do colonizador” (BOTELHO, 2001 p. 69)
    4. O que eram os aldeamentos e qual a contribuição destes no processo colonizador implantado pela Coroa portuguesa em terras brasileiras?

      “A identidade negra não surge da tomada de consciência de uma diferença de pigmentação ou de uma diferença biológica entre populações negras e brancas ou negras e amarelas. Ela resulta de um longo processo histórico em que começa com o descobrimento no século XV, do continente africano e de seus habitantes pelos navegadores portugueses, descobrimento esse que abriu caminho às relações mercantilistas com a África, ao tráfico negreiro, à escravidão e, enfim, à colonização do continente africano e de seus povos.” Algumas considerações sobre a diversidade e a identidade, a diversidade a identidade negra no Brasil. In: Diversidade na educação: reflexões e experiências. K. Munanga. Algumas considerações sobre a diversidade e a identidade negra no Brasil. In: Diversidade na educação: reflexões e experiências. Brasília: SEMTEC/MEC, 2003, p. 37).
    5. Comente os principais aspectos da escravidão africana.
    6. Como a apropriação do conhecimento histórico acerca do passado colonial escravista pode nos ajudar a entender e rever práticas preconceituosas e discriminadoras do Brasil de hoje?

    Bibliografia

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    Vídeos

    1492 – A Conquista do Paraíso (título original: 1492: Conquest of Paradise). Direção: Ridley Scott. Aventura, Biografia e Drama. Espanha, 1992. (1h 52min)

    O novo mundo. (título original: The New World). Direção:Terrence Malick. Lançado em: 14/04/2006. Gênero: Aventura, Histórico, Romance. Estados Unidos, 2006. (2h 16min).

    Caramuru – a Invenção do Brasil. (Filme Nacional). Direção: Guel Arraes. Lançado em: 09/11/2001. Comédia. Columbia Pictures Brasil, 2001. (1h 28min).

    A missão. (título original: The Mission). Direção: Roland Joffé. Drama, Aventura. Flashstar, Reino Unido. (2h 05min).

    A Letra Escarlate. (Título original: The Scarlet Latter). Direção: Roland Joffé. Drama, Romance. Estados Unidos. (2h 15min).

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